Louboutin Pas Cher chaussures christian louboutin prix chaussures louboutin Moncler Pas Cher Moncler Pas Cher doudoune femme moncler doudoune homme moncler Moncler Pas Cher Moncler Pas Cher Louis Vuitton Pas Cher Moncler Pas Cher Moncler Pas Cher Louboutin Pas Cher
PortuguêsEnglishPolski





"Na medida em que é apóstolo, o católico é contra-revolucionário" (Parte II, Cap. XII, 8)

Parte II

Capitulo III
A Contra-Revolução e o prurido de novidades

ALTERA O TAMANHO DA LETRA A- A+
INDIQUE ESTE ARTIGO

A tendência de tantos de nossos contemporâneos, filhos da Revolução, de amar sem restrições o presente, adorar o futuro e votar incondicionalmente o passado ao desprezo e ao ódio, suscita a respeito da Contra-Revolução um conjunto de incompreensões que importa fazer cessar. Sobretudo, afigura-se a muitas pessoas que o caráter tradicionalista e conservador desta última faz dela uma adversaria nata do progresso humano.
 
1. A CONTRA-REVOLUÇÃO É TRADICIONALISTA
 
A. Razão
 
A Contra-Revolução, como vimos, é um esforço que se desenvolve em função de uma Revolução. Esta se volta constantemente contra todo um legado de instituições, de doutrinas, de costumes, de modos de ver, sentir e pensar cristãos que recebemos de nossos maiores, e que ainda não estão completamente abolidos. A Contra-Revolução é, pois, a defensora das tradições cristãs.
 
B. A mecha que ainda fumega
 
A Revolução ataca a civilização cristã mais ou menos como certa árvore da floresta brasileira, a figueira brava (Urostigma olearia), que, crescendo no tronco de outra, a envolve completamente e a mata. Em suas correntes “moderadas” e de velocidade lenta, acercou-se a Revolução da civilização cristã para envolvê-la de todo e matá-la. Estamos num período em que esse estranho fenômeno de destruição ainda não se completou, isto é, numa situação híbrida em que aquilo a que quase chamaríamos restos mortais da civilização cristã, somado ao perfume e à ação remota de muitas tradições, só recentemente abolidas, mas que ainda têm alguma coisa de vivo na memória dos homens, coexiste com muitas instituições e costumes revolucionários.
 
Em face dessa luta entre uma esplendida tradição cristã em que ainda palpita a vida, e uma ação revolucionária inspirada pela mania de novidades a que se referia Leão XIII, nas palavras iniciais da Encíclica Rerum Novarum, é natural que o verdadeiro contra-revolucionário seja o defensor nato do tesouro das boas tradições, porque elas são os valores do passado cristão ainda existentes e que se trata exatamente de salvar. Nesse sentido, o contra-revolucionário atua como Nosso Senhor, que não veio apagar a mecha que ainda fumega, nem romper o arbusto partido[1]. Deve ele, portanto, procurar salvar amorosamente todas essas tradições cristãs. Uma ação contra-revolucionária é, essencialmente, uma ação tradicionalista.
 
[1] Cfr. Mt. 12,20.
 
C. Falso tradicionalismo
 
O espirito tradicionalista da Contra-Revolução nada tem de comum com um falso e estreito tradicionalismo que conserva certos ritos, estilos ou costumes por mero amor às formas antigas e sem qualquer apreço pela doutrina que os gerou. Isto seria arqueologismo, não sadio e vivo tradicionalismo.
 
2. A CONTRA-REVOLUÇÃO É CONSERVADORA
 
A Contra-Revolução é conservadora? Em um sentido, sim, e profundamente. E em outro sentido, não, também profundamente.
Se se trata de conservar, do presente, algo que é bom e merece viver, a Contra-Revolução é conservadora.
Mas se se trata de perpetuar a situação híbrida em que nos encontramos, de sustar o processo revolucionário nesta etapa, mantendo-nos imóveis como uma estátua de sal, à margem do caminho da História e do Tempo, abraçados ao que há de bom e de mau em nosso século, procurando assim uma coexistência perpétua e harmônica do bem e do mal, a Contra-Revolução não é nem pode ser conservadora.
 
3. A CONTRA-REVOLUÇÃO É CONDIÇÃO ESSENCIAL DO VERDADEIRO PROGRESSO
 
A Contra-Revolução é progressista? Sim, se o progresso for autêntico. E não, se for a marcha para a realização da utopia revolucionaria.
 
Em seu aspecto material, consiste o verdadeiro progresso no reto aproveitamento das forças da natureza, segundo a Lei de Deus e a serviço do homem. Por isso, a Contra-Revolução não pactua com o tecnicismo hipertrofiado de hoje, com a adoração das novidades, das velocidades e das máquinas, nem com a deplorável tendência a organizar more mechanico a sociedade humana. Estes são excessos que Pio XII condenou com profundidade e precisão[2].
 
[1] Cfr. Radiomensagem de Natal de 1957 – Discorsi e Radiomessaggi, vol. XIX, p. 670.
 
E nem é o progresso material de um povo o elemento capital do progresso cristãmente entendido. Consiste este, sobretudo, no pleno desenvolvimento de todas as suas potências de alma, e na ascensão dos homens rumo à perfeição moral. Uma concepção contra-revolucionária do progresso importa, pois, na prevalência dos aspectos espirituais deste sobre os aspectos materiais. Em conseqüência, é próprio à Contra-Revolução promover, entre os indivíduos e as multidões, um apreço muito maior por tudo quanto diz respeito à Religião verdadeira, à verdadeira filosofia, à verdadeira arte e à verdadeira literatura, do que pelo que se relaciona com o bem do corpo e o aproveitamento da matéria.
 
Por fim, para demarcar a diferença entre os conceitos revolucionário e contra-revolucionário de progresso, importa notar que o último toma em consideração que este mundo será sempre um vale de lágrimas e uma passagem para o Céu, ao passo que para o primeiro o progresso deve fazer da terra um paraíso no qual o homem viva feliz, sem cogitar da eternidade.
 
Pela própria noção de reto progresso, vê-se que este tem por contrário o progresso da Revolução.
 
Assim, a Contra-Revolução é condição essencial para que seja preservado o desenvolvimento normal do verdadeiro progresso, e derrotada a utopia revolucionaria, que de progresso só tem aparências falaciosas.

Receba as atualizações deste site em seu e-mail:
Outros Capítulos

Parte II

- Capítulo I

- Capítulo II

- Capitulo III

- Capitulo IV

- Capítulo V

- Capítulo VI

- Capítulo VII

- Capítulo VIII

- Capítulo IX

- Capítulo X

- Capítulo XI

- Capítulo XII

Adquira Já


Revolução e Contra-Revolução
EDIÇÃO ESPECIAL

Promoção
R$ 32,00(*) + Frete R$ 6,00 (**)

Valor total: R$ 38,00
Clique aqui e faça seu pedido
(*) Preço normal: R$ 40,90 + frete;
(**) Válido para todo território nacional;

A inocência primeva e  a contemplação sacral  do universo no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira
A inocência primeva e a contemplação sacral do universo no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira
Preços: R$ 45,00 + Frete R$ 6,00 (*)
Valor total: R$ 51,00
Clique aqui e faça seu pedido
(*) Válido para todo território nacional;
Clique aqui e veja outros produtos

Autoriza-se a reprodução com fins não lucrativos dos artigos deste site desde que citada a fonte.